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quarta-feira, 16 de março de 2011

DESABAFO DO JUNINHO PEJOTEIRO

Recebi esse mail de um amigo maluco pela vida,Juninho pejoteiro de Cambé no PR, achei interessante lermos reflete muito a nossa capacidade de indignação. Ou mudamos ou nosso futuro será trágico.



Olá pessoal.
Bom, a campanha da fraternidade deste ano é: “Fraternidade e vida no Planeta” e o lema é: “A criação geme as dores do parto.”
Infelizmente é isso que esta acontecendo, o planeta clama pela nossa ajuda.
Parece que foi combinado, mal foi decidido o tema da campanha e já tivemos um alerta, um tsunami no Japão que teve uma grande repercussão na mídia.
e após alguns dias o problema veio pro Paraná, hoje eu estava vendo no jornal e fiquei muito assustado com as estradas interditadas por causa de deslizamento e vários acidentes acontecendo, pessoas morrendo, incluindo crianças, adolescentes e jovens, enfim é assustador.
Quando você assisti uma reportagem e vê tudo o que aconteceu você se imagina no lugar das pessoas e sente a dor das famílias e amigos que estão sofrendo pela perda de seus familiares e companheiros, é muito Triste.
E eu como jovem olho o meu futuro e imagino. O que vai ser do meu futuro?Isso se eu tiver um futuro, e pense, tenho uma sobrinha de 1 ano e 5 meses, o que será dela com esse planeta? Antes era um filme: “(2012)”. Agora é realidade e ainda estamos em 2011. Temos a nossa campanha: “Chega de violência e extermínio de jovens” temos que trabalhar nela, e porque não trabalharmos juntos em uma campanha da pastoral que poderia ser “chega de desmatamento e extermínio do Planeta.”
Penso em elaborar um projeto, uma coisa concreta que nós precisamos fazer para mobilizar as pessoas. Começamos agindo em nosso bairro após o grupo de jovens, a galera se reúne para tomar uma coca-cola, decidimos não aceitar copos descartáveis e mobilizamos a nossa galera pra ninguém pegar copo descartável, e acho que é por aí que nós começamos.
Vamos elaborar alguma coisa que seja extraordinária que realmente possa motivar as pessoas e conscientizar para que se torne um hábito reciclar, não jogar lixo no chão, e etc.
Peço a ajuda de vocês pejoteiros, pejoteiros acostumados a viver na luta. Vamos assumir mais esta causa, pelo futuro dos jovens, que é o futuro do nosso planeta? E aí, quem topa? Não sei o que vamos fazer mais parados diante de tudo isso que está acontecendo com o meio ambiente não dá pra ficar.

Obrigado!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ENCONTRO PASTORAIS SOCIAIS DIOCESE DE PARANAVAÍ


Aconteceu em Paranavaí o 2° Encontro das Pastorais Sociais de toda diocese no dia 20 de fevereiro, refletimos sobre as realidades sociais e de como a Igreja e nossa ação pastoral tem respondido as interpelações que surgem das classes sociais.
Apontamos luzes e esperanças, através das várias atividades e organizações feitas pelas diversas pastorais sociais ali presentes. Fica sempre o desafio de que temos muito o que fazer para que o Reino realmente aconteça em nosso meio.
Assim nossa missão de manter alta a bandeira da esperança em tempos de desesperança é grandiosa. “Lutar e crer, vencer a dor”, cristianismo sem luta, reza e festa é vazio, cristianismo sem a perspectiva da transformação da realidade é segundo Dom Helder um cristianismo sem Cristo, sem sentido.
Vamos em frente a missão nos conclama: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10).


segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

IRMÃ DOROTHY SUA LUTA VIVA



O dia 12 de fevereiro de 2005 ficará gravado para sempre na vida do povo de Anapu no Pará, neste dia sangrento tombou a irmã Doroth Stang, missionária religiosa, mártir da ecologia e do povo da terra, sua voz calaram, mas não calarão a voz daqueles que são sementes do profetismo de tão honrosa figura. Seu martírio nos faz questionar, até onde vai a ganância destes latifundiários quem em nome de ideais individualistas e destrutivos de vidas, derrubam nossos profetas.
Sua coragem impulsionou tanto profetas que nos dias de hoje continuam sendo ameaçados em defesa da justiça, da ecologia, dos povos indígenas, mesmo com a impunidade para os mandantes de tantas atrocidades cometidas: Eldorado do Carajás, Vicente Cañas, são impunidades que jamais se apagarão, pois o sangue desta gente martirizada na América Latina é fecundo, capaz de fazer germinar sementes de esperança e utopia, capaz de animar os “lutadores do povo” de nossa atualidade.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

A JUVENTUDE DO CAIRO



O presidente do Egito Mubarak tem dirigido seus discursos aos jovens da cidade do Cairo, estes estão sendo protagonistas de um grande movimento de reação frente a ditadura implantada pelo presidente Mubarak a mais de trinta anos. O que significa dizer que quando fora eleito presidente a maioria dos manifestantes nem tinham nascido.
A força de expressão que brota da juventude na Praça Tahrir representa algo de singular importância na história. Mais uma vez a humanidade vê-se na possibilidade de reverter um quadro político antidemocrático com o protagonismo de jovens que representam mais de um terço da população do Egito e que se encontram em situação de total exclusão e abandono frente a políticas públicas direcionadas a estes.
Em outros momentos da história a juventude marcou passo para que situações de opressão de abuso de poder fossem superadas. A juventude de 68, que se coloca a frente das marchas gritando contra as ditaduras latino-americanas e no mundo. Mesmo antes, o mundo operário é sacudido no século XIX pelas organizações sindicais urdidas por sindicalistas na sua maioria jovens. Os movimentos revolucionários anti-nazismo, anti-fascismo, a revolução cubana, as revoluções camponesas das décadas de 40,50 e 60 tiveram mãos externamente jovens à frente, podemos citar lideres como Fidel Castro que até hoje lidera o comunismo na ilha de Cuba, jovens como Lula, Luther King, entre tantos lideres que puljaram lutas em favor da democracia e da vida contra opressão e tortura de militantes companheiros.
Cairo é uma prova viva de que esta juventude não está adormecida vendo as atrocidades e torturas e silenciando-se, pelo contrário há um movimento que poderá trazer à tona a esperança ao povo grego que a mais de trinta anos caminha sob o regime de uma ditadura. O século XXI não significou a morte das consciências conforme desejavam alguns, nem o adormecimento de nossa ousada juventude.
Esse espírito juvenil que faz com que as manifestações ganhem corpo é típico de quem é diretamente atingido por uma política que não pensa nos jovens e que não permite que estes se organizem. A novidade é há trinta anos quando o presidente Mubarak fora eleito não havia a expressão da internet nem da globalização tecnológica, a juventude do Cairo soube usar desses instrumentos que tantas vezes são utilizados para alienar nossos jovens, transformando-os em instrumentos revolucionários.
A lição que vem do Egito é a mesma lição bíblica trazida por Moisés a mais de cinco mil anos, e coincidentemente do mesmo país, de que a humanidade não suporta injustiças e lições de desumanidade, e que é preciso à organização do povo para superação destas realidades, nosso conformismo, comodismo e individualismo nos levará a destruição e o caos. É preciso a audácia do jovem Moisés de organizar o povo e caminhar.
Que as lições vindas da resistência juvenil do Cairo sirvam para nos mostrar que ainda temos muito o que fazer para que o mundo seja efetivamente mais humano.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

PRAÇA COM A JUVENTUDE



Londrina se prepara para receber sua primeira Praça da Juventude, um projeto do Governo Federal que tem levado a várias cidades do Brasil a constituição de um espaço com várias opções de lazer de entretenimento e cultura. Em Londrina não será diferente, a praça promete ser na zona sul de Londrina um belo espaço para a juventude londrinense.
O que de fato precisa ser levado em consideração é de que um espaço público como estes tem seu precioso valor, pois bem sabemos da carência da zona sul de Londrina em políticas públicas para juventude, diferente de outras regiões da cidade que tem contado com o trabalho de diversas entidades no que diz respeito ao cuidado e a formação de adolescentes e jovens.
O cuidado que precisamos ter neste momento, é da constituição de um espaço onde efetivamente sejam atendidas as demandas de políticas públicas de criança e juventude, é preciso vencer o extermínio de adolescentes e jovens, o tráfico de drogas e principalmente a ociosidade daqueles meninos e meninas que não tem acesso ao emprego nem muito menos formação para isso.
Nesse sentido acredito que seria de grande valor mudar o nome do projeto, pelo menos em Londrina, de Praça da Juventude para Praça com a Juventude. O que muda? Ora muda tudo, vamos convocar nossos adolescentes e jovens daquela região e perguntar o que eles querem nessa praça. Quais serviços a prefeitura deverá oferecer? A praça tem que ser o espaço da sociabilidade saudável, formada a partir dos conceitos e da realidade da própria região, com a colaboração das entidades e do poder público para que se efetive.
Se não ouvirmos nossos meninos e meninas, podemos cair no estigma do velho jargão: “eles não querem nada com nada”. Assim, nossa praça vazia, será palco de tristes situações de violência e morte, como em tantas outras praças comuns. Quase um cemitério e não uma praça.
Deixem os adolescentes e jovens dizerem o que eles pensam e ajudemos a eles a construírem cidadania na Praça com a Juventude. Aí sim teremos uma Londrina feliz.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

DESASTRES COMO CONSEQUÊNCIA


É assim todas as vezes que optamos por algo que vemos consequências ruins daquilo que optamos, tantamos e temos que mudar de opção. Acontece que para isso acontecer muitas vezes, trgédias anunciadas eclodem como um soco em nossas cabeças, por não temos feito nada antes.
As enchentes e as mais de 500 mortes no Rio, nada mais são do que consequências de um modelo de desenvolvimento que não cabe na palma de nossas mãos, totalmente descontrolado. Por fim quem mais paga nessas situações são as comunidade mais pobres, que terão muitas dificuldades para recomeçarem suas vidas.
Ora é preciso um exame de consciência e uma mudança rápida na forma de como estamos tratando a natureza e os biomas. Relação com a natureza não significa que convivendo no mesmo espaço ela nos respeitará, é preciso espaço, cuidado, medidas de relação que não interfiram no espaços, relação é justamente isso, cada um tem seu espaço.
Discurso repetitivo esse de que o que está acontecendo pelo mundo afora, é consequência do modelo capitalista de se desenvolver. Queremos ouvir agora alternativas. É preciso ações sérias. É preciso que as entidades se envolvam na construção de um modelo de superação dessa barbárie, se não nossos filhos continuarão sendo soterrados por nossa teimosa ingnorância de acreditar que sempre foi assim e não temos muito o que fazer.