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terça-feira, 1 de junho de 2010

MORADIA DA VERDADE



Em tempos de perguntas e respostas, somos convidados/as, a buscarmos respostas abrirmos janelas em vez de fecha-las, construir possibilidades, em vez de esperar.
Podemos parecer muitas vezes antiquado, mas o que somos quando agimos pela busca da verdade, é autenticidade.
Nas palavras do mestre Helder, "não dá mais para silenciar, vendo tanto sofrimento nesta humanidade".
Somos moradia da verdade, quando acolhemos as pessoas e o mundo em nós, é a para a verdade que o acolhemos, é aí que habita a verdadeira liberdade.
As estruturas desta casa jamais se abalarão, pois estão firmadas no Projeto de Humanidade chamado Reino de Deus e o que a sustenta é o Espírito Criador, aquele move, gera e faz da gente cuidadores da ciranda da criação.

segunda-feira, 24 de maio de 2010


RIO DO SUL - SC - CURSO DE MILITANTES 22 E 23/05


Em Rio do Sul neste fim de semana, vivenciamos momentos marcantes, primeiro pela escolha do local, revelador de um silêncio transcendental e a presenaça da natureza.
O grupo de militantes da PJ daquela diocese, coeso e sabem o que querem.
Trabalhamos três aspectos:
O processo de personalização do miltante/assessor
A Realidade a ser enfrentada
A Mistica na Caminhada, impulsionando a gente
Importante perceber o que a Pastoral da Juventude proporciona, uma universalização de um sentimento comum que é a crença de nossa inquietude deve estar sempre a serviço do outro mundo possível.
Valeu companheirada pela oportunidade de partilharmos juntos

MEU VELHO PAI


Hoje a vida brinda nossa família a celebração do aniversário de meu grande amigo, companheiro pai João Munhoz.
Pai alegre
Companheiro e corajoso
Verdadeiro presença marcante
História de uma homem brsileiro, lutador forte
Rugas que marcam uma caminhada nem sempre fácil
Mas que marcam a força de um pai educador
Que para seus filhos deu de si e o melhor
Caminhando ao nosso lado, nos fazendo caminhar

sexta-feira, 30 de abril de 2010

A TEOLOGIA DO QUARTO


O quarto de noites refletidas, pouco dormidas
É santuário do corpo lutador, refúgio da alma inquieta
Mas sobretudo simples, revelador, desapegado.
Quando olhamos para os quartos e camas de Dom Helder Câmara, Madre Tereza de Calcutá, Luciano Mendes, Dorothy Stang, Gandhi e tantos santos e santas de nossos dias como Dom Pedro Casaldáliga, percebemos aquilo que poderíamos chamar de uma Teologia do quarto.
Um quarto que revela Deus, através muitas vezes de uma cama simples, uma escrivaninha pequena, algumas imagens miúdas, percebemos o rosto pobre de Deus, mas muito mais que isso uma inquietude. Geralmente poucas horas de sono. Conexão constante com a realidade, mesmo dormindo, estavam despertos. Uma cama que muitas vezes lembrava o desconforto da cruz e ao mesmo tempo o colo reconfortante do Pai.
Desse Deus que se faz pequeno com os pequenos, e como cama da encarnação do Verbo Jesus, escolhe uma manjedoura, lugar pobre, cheio de palhas e comida dos animais, sem luxo algum, nasce o Rei controverso de Israel.
Nossos santos perceberam isso e mesmo com tanta autoridade conferida, como indicações a Nobel da Paz, conferências na ONU, prêmios e mais prêmios, ao retornarem para casa repousavam na simplicidade de seus quartos, na intimidade suprema com o Deus simples, que lhes aconchegava por alguns momentos, e mesmo cansados e cansadas logo se colocavam de pé para que pudessem mais uma vez pensar,lutar e criar possibilidades de mundo novo.
Quem dera, fossemos simples como nossos santos, que assim o foram, por conta do desapego e da memória acesa, como lamparina que nunca se apaga, abastecida com o óleo que vem da esperança de Deus.
Que nossas camas não nos deixem dormir tranquilamente enquanto houver o que se fazer na construção inquieta e constante do Reino de Deus.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PEDAGOGIA DO SONHO


Vencer a o medo que nos é imposto todos os dias pelas notícias que nos chegam
Vencer a ideologia do "fim dos tempos"
E não ter medo de sonhar
Ensinar a sonhar
É preciso que nossos filhos e filhas aprendam a sonhar todos os dias
Dos sonhos que cada um e cada uma delas já tem
Alimentados pelos sonhos que devemos ter
Só assim de sonho em sonho de utopia cotidiana
Vamos transformando nosso mundo a cada dia
Fazendo de nossa vida uma busca uma crença
De que podemos e devemos lutar...

domingo, 11 de abril de 2010

CONSCIÊNCIA MOBILIZADORA


Diante de um mundo onde, impera o silêncio, perante a tantas atrocidades cometidas pelos homens em relação a seu semelhante e a natureza. É preciso uma postura de todos: jovens, trabalhadores, mulheres, desempregados, negros, índios, brancos. Não dá mais para fingir que não está acontecendo nada. Ou nos posicionamos, ou vamos continuar como que peixes fora d’água e dando as mesmas justificativas de sempre: “não tenho nada a ver com isto”, “não gosto de política”, “a religião não me atrai”, “sempre foi assim, nunca irá mudar”. São desculpas como estas que fazem com que a uma nação tão rica em recursos naturais, seja uma das nações mais pobres do mundo, que muitas pessoas não tenham o que comer no almoço ou no jantar ou muitas vezes em nenhum dos dois, fazem que políticos fiquem utilizando o dinheiro público para fazer suas “festinhas” e continuem andando em seus carros importados, morando em seus castelos, enquanto a maioria do povo anda a pé e não tem onde morar. Faz com que continuem existindo ruas sem asfalto, sem esgoto.
Cria-se uma cultura, uma mentalidade atrofiada pela indiferença e pelo relativismo. Aí, quando vem a televisão e mostra tudo isto nos assustamos, ficamos horrorizados, e ao invés de isto criar uma revolta consciente, que nos levaria a agir diferente pelo menos na hora de votar, cometemos os mesmos erros, elegemos os mesmos, que continuam usando do nosso voto para crescer na vida. Não temos coragem de andar um pouco a pé, pois a passagem do ônibus está muito cara, ou de deixar de comprar certa marca de produto, pois seu preço já não é mais o mesmo. Preferimos aceitar calados.
O que não sabemos, ou fingimos não saber, é que temos condições diárias de lutar por um mundo diferente, cabe a cada um, assumir uma postura mais mobilizadora, menos acomodada. O vizinho fala pra vizinha, o filho fala para o pai, o marido pra mulher, o amigo pra amiga, assim vai-se criando uma corrente de consciência que pode não parecer surtir efeito, mas que mais cedo ou mais tarde sentiremos as mudanças. Não podemos esquecer de nossos filhos e netos que crescerão e poderão encontrar um mundo impossível de se viver, a herança de uma sociedade melhor de se viver tem que começar a ser plantada agora, como a semente que só produzirá frutos mais tardes, mas que para produzi-los é necessário lançar a semente, assim também a construção de um mundo mais justo, fraterno e de amor, só poderá acontecer se cada um se mobilizar e fizer sua parte nesta empreitada. Vamos criar consciência a partir do que estamos acostumados ver e que achamos não mais mudar, para tanto vamos deixa-nos emaranhar por um espírito, corajoso, mobilizador, capaz de tornar possível o que antes era impossível, mas será necessário primeiro uma mudança interna, esta por sua vez fará com que as ações escapem para fora, mobilização não se dá somente em processos revolucionários ou em grandes manifestações, mas também e principalmente no cotidiano e no interior de cada pessoa.